Posts Tagged ‘Pragas Urbanas’

terça-feira, março 9, 2010 @ 12:03 AM
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Existem cerca de 2000 espécies de pulgas no mundo porém o que mais encontramos nos nossos cães e gatos, é a especie Ctenocephalides felis felis, que apesar do nome lembrar felinos, estes insetos não distingem cães, gatos ou mesmo humanos.

Descrição e Biologia
São insetos pequenos que normalmente medem 4 mm porém conseguem pular 75 vezes a sua altura e 25 vezes o seu comprimento, faciliitando sua locomoção entre os pêlos do hospedeiro, e apresentam coloração marrom-avermelhada. A cabeça é curta e não destacada do corpo, as antenas curtas e os olhos são reduzidos ou ausentes. Asas ausentes e pernas saltatórias, as posteriores são maiores, adaptadas para movimentos rápidos e pulos há longas distâncias. Apresentam na cabeça e tórax fileiras de cerdas chamadas pecten, importantes para a separação das espécies. Preferem ambientes úmidos e não muito quente. Alimentam-se do sangue do hospedeiro, mas somente os adultos sugam o sangue. As larvas alimentam-se de sangue seco eliminado pelas pulgas adultas no ambiente. Uma pulga alimentada vive até 500 dias, não alimentada até 125 dias.

Clico de vida
A proliferação das pulgas acontece mais intensamente durante o verão e a primavera, porém o ciclo não para mesmo nas estações mais frias.

ADULTO: As pulgas adultas põe cerca de 2.000 durante a vida de dois meses, onde constantemente estão se acasalando, sugando o sangue para nutrir os ovos e botando os ovos. Os ovos são postos nos animais e logo caem no chão.
OVOS: Estes eclodem em até 6 dias gerando as larvas.
LARVAS: Estas tentam se esconder em locais profundos e escuros e dentro de aproximadamente 15 dias viram pupas.
PUPAS: Estas podem ficar dormentes até 6 meses e são imunes à maioria dos produtos de limpeza.
Portanto para combater as pulgas, não adianta somente matar os que estão no animal, mas em Biaxin todo o ambiente que ele fica.

Principais espécies e danos
Além do desconforto ao homem e aos seus animais domésticos, as pulgas também transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica, tularemia e salmonelose), pois podem variar de hospedeiro. Podem ocorrer grandes infestações, já que as larvas escondem-se em locais protegidos da luz, como frestas de assoalhos; sob almofadas de poltronas e sofás; bordas de colchões; base de tapetes e carpetes, etc.

PULGA-DO-RATO | Xenopsylla cheopis
O principal hospedeiro é o rato-urbano. Também pode atacar outros mamíferos e o homem. Principal agente transmissor da Peste Bubônica, doença epidêmica contagiosa (quase fatal), que causa manchas escuras na pele e hemorragias internas.

PULGA-DO-CÃO | Ctenocephalides canis
Infesta tanto cães quanto gatos, podendo picar rato, outros animais e o homem. Substituiu a P. irritans e tornou-se problema por infestar animais domésticos. Mais comum em regiões de clima frio. Sua principal característica é possuir uma sutura (prega) dupla no 2º segmento do 3º par de pernas.

PULGA-DO-GATO | Ctenocephalides felis
Também atacam o homem e vários outros animais. Capaz de transmitir doenças ao homem, além de provocar alergia. Mais comum em regiões de clima quente.

PULGA-DO-HOMEM | Pulex irritans
Podem sugar outros hospedeiros, como suínos, cães e gatos e, raramente, ratos. Sua ocorrência é maior em casas muito velhas. Era a espécie principal do homem por habitar principalmente seus ambientes, mas está quase totalmente erradicada.

Família Tungidae

BICHO-DE-PÉ | Tunga penetrans
Esta espécie é mais comum nas zonas rurais. A fêmea fecundada penetra na pele do homem e de outros animais, causando forte coceira e ulceração. Adquire-se andando em áreas infestadas, como currais, chiqueiros e praias

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terça-feira, março 9, 2010 @ 12:03 AM
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Dentre as de maior importância e incidência, destacamos duas espécies principais: a BLATTELLA GERMANICA e a PERIPLANETS AMERICANA. A Blattella Germanica é pequena, medindo cerca de 10 a 15 mm de comprimento, e se localiza preferencialmente em áreas úmidas e quentes. Cozinhas e restaurantes oferecem estas condições necessárias à sua sobrevivência e prolieração.

O Periplaneta Americana é de todas as espécies freqüencia, a de maior proporção. Mede de 28 a 44 mm de comprimento e é encontrada com muita freqüencia em esgôstos, onde o calor e a umidade são favoráveis ao seu desenvolvimento.

A barata pode viver vários dias sem se alimentar, porém nunca sem água, daí ser encontrada com freqüencia em áreas de manipulação de alimentos, assim como em sanitários. A simples condensação de vapor em cozinhas é suficiente como fonte de água para sua sobrevivência.

Também necessitam de calor, de preferência em temperaturas que variam de 24 a 33ºC. Os equipamento usados em cozinhas, tais como fogões,refrigeradores, bem como tubulações de vapor, servem de abrigo e aceleram o amadurecimento dos ovos, onde se constatam altos índices de proliferação.

As baratas e as doenças
A barata tem sido considerada como vetor e transmissor de diversas doenças ao homem. Em 1948 e 1950, cientistas americanos desenvolveram pesquisas de laboratório que determinam que as baratas abrigam micro organismos do gênero Salmonellaque ficam depositados nos lugares onde as baratas costumam passar, tais como copos, talheres e alimentos, através das fezes, onde permanecem vivos por semanas. Em 1947, Moiser constatou a presença do bacilo da lepra em fezes de baratas, concluindo ser este inseto um de seus transmissores. Num estudo de seis anos (1956-1962), Tarshis descobriu uma forte relação entre baratas e a hapatite infecciosa. O estudo envolveu uma área habitada por 2.800 pessoas. Em 95% das habitações havia baratas e o surto de hepatite decresceu à medida em que o contrôle de baratas nestas áreas foi intensificado.

Em 1969, Rueger e Olsom relatam: “Quando colocamos fezes de Periplaneta Americana contaminadas com Salmonella oranienburg em comida e copos, observamos que estas bactérias sobrevivem em flocos de milho por 3,5 anos; em biscoitos, por 4,25 anos em um copos por 3,67 anos. Colocamos camundongos em contato por um minuto com fezes de baratas contaminadas e os animais adquiriram os organismos Salmonella em apenas um dia. Mais tarde, em 1979, M. Steak provou que as baratas podem abrigar internamente organismos dos gêneros Proteus, Klebsiella, Shigella Cephalexin e Salmonella.

A associação das baratas com lixo, esgôtos e material em decomposição, as coloca em contato direto com colônias de bactérias, trazendo como conseqüência sérios riscos de contaminação e doenças ao homem.

Controle
Partido do princípio de que a barata é um fator em potencial na transmissão de diversas doenças ao homem, principalmente através da contaminação de alimentos, concluímos a necessidade de um controle permanente para evitarmos esses riscos.

O profissional de controle de pragas (PCO) parte da identificação das espécies infestantes, pois o conhecimento dos seus hábitos é imprescindível no plano de combate.

Os produtos químicos aplicados geralmente sofrem a ação do meio ambiente. A variação na temperatura, o grau de unidade, a remoção dos resíduos de inseticidas com sabões e detergentes são fatores que determinam a freqüência do tratamento estipulado para uma determinada área, ou seja, quanto mais freqüentes forem estes fatores, tanto mais constantes deverão ser as aplicações. Em linhas gerais, os inseticidas usados dividem-se em residuais e não residuais ação (Knock Down), e o uso deve ser acompanhado de normas rígidas de segurança a fim de que, ao invés de eliminar insetos, se crie um problema muito mais grave que é a contaminação de alimentos e a conseqüente intoxicação de pessoas ou animais.

Nas cidades, o grande problema de baratas origina-se da rede de esgôtos. Nas fábricas, este problema é sentido com intensidade, pois as baratas saem dos ralos, provenientes das redes, e invadem inclusive áreas de fabricação e manipulação de alimentos, medicamentos, causando a perda de uma grande quantidade de material por contaminação.

Já existem um processo para o tratamento destas áreas (processo NEBULIST) consistindo na aplicação de uma neblina sêca e tóxica que elimina os focos na sua origem. Com a utilização deste processo, atinge-se o foco principal, reduzindo-se o grau de infestação de toda a fábrica.

A variedade de equipamentos de aplicação de inseticidas contribui para a conclusão de um serviço bem feito. Por exemplo, há aparelhos apropriados para escritórios, áreas carpetadas e residência, cuja névoa fina aplicada evita o acúmulo incômodo de inseticidaa nas superfícies. Para o tratamento de frestas e cavidades onde se alojam as baratas, utiliza-se um aparelho que dispersa uma quantidade maior de inseticida; fôrros, áreas rudes e canaletas de cabos são tratados com outro equipamento, cuja utilização inibe o risco de curto circuito que pode ser provocado ao utilizarmos um processo inadequado, como por exemplo, o inseticida aspergido na sua forma líquida.

Em resumo, para cada local, um tratamento distinto, que inclui produtos e equipamentos diferentes faz-se necessário. O importante é investigar os problemas de pragas de uma determinada área e implantar um programa econômico e viável, mas que antes de tudo vá de encontro as necessidades da empresa.